sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Governo quer fazer limpeza na dívida ativa

A Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) vai atuar como uma espécie de "agência de classificação de risco" e promover uma "limpeza" na dívida ativa da União para separar o que é "dívida podre" do que ainda é possível receber. A expectativa é de que a depuração termine até outubro. No ano passado, o endividamento de empresas e pessoas físicas com a União totalizou R$ 827,824 bilhões, o que representa um aumento de 11,71% na comparação com 2008.

Esse cenário é desgastante, porque nem mesmo a criação de programas de parcelamento de dívidas que contribuíram para a redução da arrecadação foi capaz de diminuir o ritmo de crescimento da arrecadação. E a explicação é simples. Como o débito inscrito na dívida ativa não pode ser retirado, o governo cobra multas e juros em cima de um débito que não tem esperanças de receber, criando um valor fantasioso. "A dívida é monstruosa e cresce cada vez mais porque é corrigida pela Selic (a taxa básica de juros da economia)", destacou o diretor de gestão da Dívida Ativa da União da PGFN, Paulo Ricardo de Souza Cardoso.

Existem por exemplo débitos muito antigos, como um de R$ 29.382,90, de 1927, no qual não é possível localizar de quem cobrar a dívida. Há também casos de empresas falidas - Transbrasil e Mesbla, entre outras - em que o governo já perdeu as esperanças de receber o dinheiro. Porém, é preciso insistir na cobrança, o que implica aumento das despesas judiciais para o governo e para as empresas.

A ideia da PGFN é focar as cobranças nos débitos que ainda são possíveis receber. Até porque quanto mais antiga a dívida maior a dificuldade de receber o dinheiro. "Tem um número de devedores que já sabemos de antemão que não existe a menor chance de receber. Para isso, estamos fazendo uma depuração da dívida. O processo foi iniciado no ano passado e deve ser finalizado em outubro", destacou Cardoso. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

domingo, 25 de julho de 2010

Quase 90% das Microempresas ainda têm débitos fiscais

Para regularizar-se, caso queiram tomar parte no novo sistema de tributação, basta comparecer a um Posto de Atendimento ou acessar o site da Receita Federal
Fonte: Exame (http://portalexame.abril.com.br), em 14/07/2007

Cerca de 584 mil das 656,5 mil micro e pequenas Empresas que fizeram pedidos de opção ao Simples Nacional terão de parcelar débitos fiscais federais caso queiram tomar parte no novo sistema de tributação, que unifica o recolhimento de diversos impostos municipais, estaduais e federais em uma só alíquota.

O número corresponde a 88,9% do total de solicitações, que serão automaticamente regularizadas após os acordos. A informação é da Receita Federal do Brasil, que divulgou balanço de adesão ao Simples Nacional ontem. Para fazê-lo, basta comparecer a um posto de atendimento ou acessar o site www.receita.fazenda.gov.br. O prazo para adesão no Simples Nacional - ou Super Simples, como também é chamado - termina no dia 31.

Estados e Municípios

A aprovação de outras 3,5 mil solicitações de adesão ao Simples Nacional depende da liberação de Estados e municípios. Os débitos nesses casos podem ser parcelados em até 120 meses.

Em São Paulo, tanto a Prefeitura da capital quanto o governo do Estado estão com programas específicos de parcelamento. A Prefeitura oferece até 31 de agosto opção para que contribuintes, pessoas físicas ou empresas, com dívidas junto à administração municipal tomem parte no Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), que permite que os devedores dividam em até dez anos os débitos com a Prefeitura contraídos até 31 de dezembro de 2004, com desconto na multa e nos juros. Para tomar parte no programa, é preciso acessar o site www.capital.sp.gov.br.

O Estado oferece a possibilidade para parcelamento de dívidas do Imposto sobre Circulação de Mercadoria e Prestação de Serviços (ICMS). O benefício abrange débitos vencidos até 31 de dezembro de 2006, com parcelamento em até 15 anos, e o prazo final para adesão ao programa é 30 de setembro. O ingresso no PPI do ICMS é feito somente pelo site www.ppidoicms.sp.gov.br. As informações são do Jornal da Tarde.